Você deve mudar de cidade? Uma estrutura de decisão baseada em autoridade
Existe um tipo específico de inquietação que acompanha uma grande decisão na vida. Devo me mudar? Devo aceitar o emprego? Devo me comprometer? Sua mente produz uma lista de prós e contras tão longa que dá a volta no quarteirão. Amigos oferecem opiniões que você não pediu. O tempo continua correndo e a decisão ainda não parece tomada.
No Human Design, esse tipo de estagnação geralmente tem uma causa: você está tentando pensar com clareza, quando seu design nunca foi construído para funcionar dessa maneira. Você tem uma autoridade – uma bússola interna confiável – e usá-la é a diferença entre uma decisão válida e outra que você desfaz em um ano.
Autoridade não tem a ver com regras. É sobre como o seu sistema está conectado para processar a verdade. Alguns corpos precisam de tempo, alguns precisam que o próprio corpo responda, alguns precisam de um único sussurro silencioso antes que desapareça. Quando você decide por meio de sua autoridade, a questão para de girar. Quando você não faz isso, a pergunta continua voltando com roupas diferentes.
As autoridades, aplicadas na prática
Autoridade Emocional. Se você tem um Plexo Solar definido e uma conexão aberta ou indefinida com a Garganta, sua autoridade é sua onda emocional. A armadilha é tomar a decisão no auge da inspiração ou no auge do desespero. Ambos parecem verdadeiros. Nem o quadro completo. Para algo tão grande como um movimento, pegue a onda pelo menos uma vez – de preferência durante um ciclo lunar completo – e observe a clareza emocional que chega em algum lugar no meio. A resposta certa parece calma, não eufórica.
Autoridade Sacral. Geradores e Geradores Manifestantes sem onda emocional definida acima do Sacral respondem sim ou não através do corpo. O "uh-huh" é um sim de corpo inteiro. O "uhn-uhn" é um não. Um “talvez” é um não. Para começar, isso significa: quando você se imagina na nova cidade – não a ideia dela, mas a textura real da vida cotidiana lá – sua barriga responde? E se você é MG, também precisa se informar antes de pular. A autoridade lhe diz o que está certo. A estratégia informa o momento e a forma.
Autoridade Esplênica. Um Baço definido, sem Plexo Solar ou Centro Sacral definido acima dele, dá a você um instinto que fala uma vez e não se repete. É orientado para a sobrevivência, aqui e agora e silencioso. Você não receberá uma resposta longa e ponderada. Você obterá um conhecimento – um clique, um aperto, uma suavização – geralmente nos primeiros segundos após a pergunta ser feita. O difícil é não ouvir. É confiar antes que sua mente tenha tempo de argumentar. Para começar, faça a pergunta em um momento calmo, em um dia normal, e observe o que chega antes de você pensar.
Autoridade do Ego/Coração. Manifestantes e alguns Geradores com Centro Cardíaco definido e Vontade conectada. Sua autoridade tem a ver com o que você realmente deseja – não com o que você acha que deveria querer, não com o que serve aos outros, mas com o desejo verdadeiro e corporificado do Eu. Isso pode ser desconfortável, porque a força de vontade deseja as coisas com ferocidade. A disciplina verifica se a vontade está conectada ao Centro G (identidade) e não funciona como um projeto egoísta ou reativo. Quando devidamente fundamentada, uma decisão autorizada pelo Coração parece um “sim, isto é meu” que você seguiria mesmo sem garantia de resultado.
Autoridade Autoprojetada (Manifestador G). Sua autoridade está em falar sobre isso. A resposta não existe dentro de você até que ela saia da sua boca e volte alterada para você. Encontre uma pessoa, de preferência que não esteja envolvida em sua decisão, e fale. Observe as palavras que saem, o tom, a energia. Sua verdade chegará no meio da conversa, muitas vezes em uma frase que você não planejou dizer.
Autoridade Mental (Projetor) - Lunar. Sem autoridade interna, você processa através do ambiente mental. Esta é a autoridade que é mais mal compreendida. Não é rápido. Não fornece sim claros. Requer: conversar com várias pessoas, dormir sobre a questão, deixar sua mente meditar sobre ela durante 28 dias, se possível. O sono é o seu tomador de decisões. O que você sabe na manhã seguinte é importante. O que você ainda sabe três dias depois, melhor ainda.
Uma estrutura simples para a questão do movimento
1. Fundalize a questão. O que você está realmente decidindo – e do que está tentando escapar? Seja honesto. A autoridade funciona melhor quando a pergunta é clara.
2. Aplique sua estratégia. Geradores e MGs respondem. Os projetores aguardam o convite. Os manifestantes informam. Não pule isso. A estratégia abre caminho para que a autoridade possa ser ouvida.
3. Use sua autoridade. Analise a decisão através do sistema que realmente se aplica a você, durante o horizonte de tempo exigido por sua autoridade. Não peça emprestado o processo de outra pessoa.
4. Pare de decidir. Depois que a autoridade falar, comprometa-se. Uma decisão tomada pela metade é uma estratégia pela metade e irá vazar.
Onde dá errado
O erro mais comum é usar a autoridade certa na ordem errada – liderar com a mente e depois olhar para o corpo para confirmar o que a mente já decidiu. Autoridade não é uma máquina de sim que carimba suas preferências. É uma forma de acessar informações que seu pensamento não consegue alcançar.
A segunda é a clareza prematura. Algumas autoridades levam tempo. Se o seu acontecer, dê um tempo. Uma medida tomada com urgência raramente é uma medida tomada pela autoridade.
A terceira é a redecisão. Depois de decidir pela autoridade, sua mente retornará com novos argumentos, novos medos, novos dados. Essa é a mente fazendo o seu trabalho, que é gerar possibilidades, não ser quem decide. A decisão já está tomada. Deixe a mente tagarelar e continue andando.
As grandes decisões da vida não requerem mais informações. Eles exigem uma maneira confiável de saber para que servem suas informações. Autoridade é assim. Use-o e o movimento – seja qual for a forma que ele assumir – será seu.


