O Centro do Plexo Solar é o motor emocional do corpo. Gera a onda que se move através de cada sentimento, cada relacionamento e cada decisão tomada por ele.
Centro do Plexo Solar: Trabalhando Construtivamente com Ondas Emocionais
O Centro do Plexo Solar é o motor emocional do corpo. Gera a onda que atravessa cada sentimento, cada relacionamento e cada decisão tomada pela autoridade emocional. Trabalhar com isso não significa livrar-se da onda – trata-se de aprender a surfá-la para que seu poder se transforme em sabedoria, em vez de turbulência. Raiva e frustração são os dois sinais de não-eu mais comuns aqui, e ambos são portas para um tipo mais profundo de inteligência emocional quando paramos de combatê-los.
A onda emocional: como o centro realmente funciona
Ao contrário dos motores constantes do Sacral ou do conhecimento instantâneo do Baço, o Plexo Solar se move em onda. Existem momentos altos – momentos de clareza, entusiasmo, desejo e esperança. Existem pontos baixos – impulsos para o retraimento, dúvida, melancolia e tristeza. Isso não é um mau funcionamento. É o design. A onda foi criada para atingir altos e baixos, e a verdade de qualquer situação raramente é encontrada em qualquer um dos extremos.
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Calcular mapaSe o seu Plexo Solar estiver definido, você terá sua própria onda consistente. Você pode conhecer seus ritmos intimamente, porque ele retorna. Se for indefinido, você não tem uma onda que lhe pertença. Você amplifica os campos emocionais das pessoas ao seu redor. Nenhum dos dois é melhor. Ambos exigem um tipo diferente de cuidado e podem se tornar fontes extraordinárias de sabedoria quando enfrentados com honestidade.
Raiva: a faísca que quer transmutação
A raiva é uma das forças mais incompreendidas no Design Humano. Como o Plexo Solar se conecta ao Centro Raiz através do canal 39-55, o Canal da Emoção, a raiva é fundamentalmente uma energia transmutadora. É o fogo que destrói o que não tem mais vida para que algo novo possa ser construído. Quando esta energia é honrada, a raiva torna-se o combustível para falar a verdade, para estabelecer limites, para uma transformação real.
O que acontece é quando a raiva é acionada no calor da onda. As palavras são mais profundas quando ditas no topo. As reações causam danos quando o corpo ainda está inundado. O sinal de raiva do não-eu é a impulsividade – explosões, arrependimentos, desculpas, repetições. A onda está pedindo tempo. É pedir ao corpo que se mova, que a respiração se aprofunde, que passe o momento antes de qualquer ação ser tomada.
Quando a raiva aumentar, trate-a primeiro como informação. Algo foi cruzado. Algo quer mudar. Mas o como dessa mudança não ficará claro até que a onda se mova. Segure a raiva. Deixe queimar pelo corpo. Então, uma vez que o ar tenha se acalmado, aja com base na clareza que resta.
Frustração: a onda resistiu
Se a raiva é a onda em movimento, a frustração é a onda que está parada. A frustração aparece quando o corpo emocional quer se mover, mas a mente insiste que já deveria saber. Mostra-se como impaciência com o processo, com as outras pessoas, com o ritmo de vida. É o não-eu tentando escapar da onda forçando uma decisão antes que a onda tenha oferecido a sua verdade.
A frustração costuma ser forte em pessoas que têm autoridade emocional, mas ainda não construíram um relacionamento real com a espera. A pressão para saber aumenta. O desconforto de não saber torna-se insuportável. A mente preenche a lacuna com histórias, justificativas, conclusões prematuras. Então a onda cai para um ponto baixo e a “decisão” tomada no ponto alto parece vazia, ou pior, prejudicial.
O antídoto para a frustração não é a força de vontade. É confiança. Confie que a onda entregará o que é verdadeiro se tiver tempo. Durma com grandes decisões. Deixe o sol nascer e se pôr nas questões emocionais. Observe como a mesma situação ocorre na crista e na depressão. O que permanece verdadeiro ao longo de todo o arco está mais próximo da realidade do que qualquer coisa sentida num único momento.
Honrando a Onda na Prática
Trabalhar construtivamente com o Plexo Solar tem menos a ver com técnicas e mais com uma forma de se relacionar com o próprio sentimento. Algumas âncoras ajudam.
Acompanhe sua onda. Observe quando seus altos tendem a chegar, quando seus baixos se instalam, o que desencadeia cada um deles. Com o tempo, surge um mapa, e o mapa torna a espera menos angustiante porque você pode ver que a onda sempre se moveu.
Deixe o corpo se mover. O Plexo Solar é um motor. Sua energia deseja ser descarregada por meio de movimento, respiração, som ou toque. Caminhadas, exercícios, cantarolar, chorar, rir – qualquer uma dessas coisas permite que a onda passe, em vez de ficar presa na mente como uma história.
Para quem tem Plexo Solar indefinido, a prática mais radical é liberar a identificação. A onda que você sente pode não ser sua. Pode ser a dor do seu parceiro, a ansiedade do seu colega, o clima coletivo de uma sala. Aprender a sentir sem possuir, a sentir sem absorver, é o amadurecimento do centro aberto. Você se torna uma testemunha emocional em vez de uma esponja emocional.
O Dom da Inteligência Emocional
Quando o Plexo Solar é trabalhado com e não contra, ele se torna o centro da profundidade emocional, da empatia e do relacionamento autêntico. A onda deixa de ser um problema a resolver e passa a ser um ritmo para dançar. A raiva se torna combustível para mudanças reais. A frustração se torna um sinal para desacelerar. Os baixos tornam-se uma espécie de compostagem, onde velhos sentimentos se transformam em nutrientes de uma nova compreensão.
O Plexo Solar não pede controle. Pede relacionamento. Conheça sua onda com curiosidade. Deixe que ele lhe ensine sua forma. E aja, quando chegar a hora, a partir de um lugar amplo e estabelecido que só o tempo e a paciência podem construir.


