O Design Humano ensina que o corpo é um ser mecânico, não espiritual. O descondicionamento não é uma questão de se tornar alguém novo - é o processo lento e honesto.
Três fases distintas da jornada de descondicionamento
O Design Humano ensina que o corpo é um ser mecânico, não espiritual. O descondicionamento não é uma questão de se tornar alguém novo – é o processo lento e honesto de retornar ao sistema operacional com o qual seu corpo foi construído a partir do momento em que o neutrino atingiu as células em incubação. E o corpo marca o tempo. A cada sete anos, a estrutura celular do corpo é totalmente renovada. Isto não é uma metáfora. É o ritmo por trás de toda a jornada de descondicionamento.
A maioria das pessoas não começa esse trabalho até que o primeiro ciclo de Saturno esteja completo — por volta dos vinte e tantos anos, quando a personalidade, a mente e os padrões emocionais terminaram sua impressão inicial. O que se segue é um arco de descondicionamento de aproximadamente 27 anos, um segundo ciclo de Saturno, dividido em três fases distintas. Cada fase tem um sabor diferente, uma tarefa diferente e um tipo de sofrimento diferente.
Fase Um: O Desvendamento
O desenrolar começa no momento em que os centros abertos deixam de ser uma fonte de vergonha ou de esforço. Até este ponto, a maioria das pessoas tentava inconscientemente fechar o que sempre esteve aberto. Eles pegaram emprestada a estratégia de um amigo, a identidade de um parceiro, a força de vontade de um pai, a paz de espírito de um professor. Eles construíram uma personalidade a partir do ruído amplificado e distorcido do seu condicionamento.
A primeira fase é quando a amplificação se torna visível. O Ajna começa a reconhecer que não pensa os pensamentos – apenas pensa neles. O Plexo Solar percebe que suas ondas emocionais não são sinal de verdade, apenas química esperando para ser sentida. O G Center começa a se perguntar se a identidade é algo a ser descoberto em vez de realizado.
Mecanicamente, o corpo começa a diminuir a ocupação dos centros abertos. Menos conversa, menos provas, menos reação. O Cristal da Personalidade gira aproximadamente 88 graus entre o nascimento e o primeiro retorno de Saturno e, quando essa mudança for concluída, você não estará mais alinhado com o papel para o qual foi criado. Há tristeza nisso. O desenrolar muitas vezes parece uma morte tranquila. Muitas pessoas vivenciam a perda de amizades, carreiras ou crenças arraigadas. Nada disso é um erro. A estrutura antiga está sendo compostada para que a nova tenha onde pousar.
Esta fase é caracterizada por uma pergunta, repetida de centenas de formas: Quem sou eu quando não sou o que me disseram para ser?
Fase Dois: A Purificação
A purificação é o meio longo. Começa, na maioria dos gráficos, em meados dos anos trinta e vai até o final dos anos quarenta, conduzindo o corpo através do segundo e terceiro ciclos celulares de 7 anos. Este é o terreno mais difícil de toda a jornada porque o corpo não está mais disposto a carregar a antiga marca. Doença, esgotamento, relacionamentos dolorosos e desespero silencioso não são sinais de que algo deu errado – são sinais de que algo está finalmente sendo compostado corretamente.
Mecanicamente, esta é a fase em que os centros são purificados individualmente. Cada centro aberto tem a sua vez de ser sentido, esgotado e liberado. Um G Center aberto pode trazer anos de busca de identidade. Um Coração aberto pode trazer anos de promessas fracassadas e vontades quebradas. Uma Raiz aberta pode trazer anos de urgência adrenalizada que finalmente dá lugar a um ritmo mais lento e fundamentado. O corpo não faz tudo isso de uma vez. Ela se move pelo sistema centro por centro, da mesma forma que a febre se move pelo corpo – um órgão de cada vez.
O ponto médio desta fase, próximo ao retorno de Quíron, é o corte mais profundo. É um momento em que a ferida de ser incondicionado - de nunca se encaixar perfeitamente no mundo em que você nasceu - aparece plenamente. As pessoas costumam descrevê-la como uma noite escura que não dura uma noite, mas uma estação, às vezes um ano. A Estratégia deixa de parecer uma ferramenta e passa a parecer uma tábua de salvação. A autoridade – emocional, sacral, esplênica – torna-se o único caminho.
A questão da fase de purificação é mais silenciosa que a primeira: Posso ficar com isso ou tomarei outra forma para escapar?
Fase Três: A Cristalização
A cristalização começa quando o segundo retorno de Saturno se aproxima, geralmente em meados dos anos cinquenta. O Cristal da Personalidade agora girou através do segundo ciclo completo e o corpo não está mais lutando contra seu próprio projeto. O que resta é o que é verdade. As condições sob as quais a Estratégia e a Autoridade operam foram testadas mil vezes. Eles não são mais conceitos para serem lembrados. Eles são a maneira como o corpo se move.
A cristalização não é uma chegada triunfante. É mais parecido com o momento em que uma solução, agitada durante horas, finalmente fica límpida. Não há anúncio. O condicionamento ainda está aí – sempre estará, porque os centros abertos estão abertos – mas já não comanda o espetáculo. Os visitantes chegam aos portões dos centros abertos, são recebidos e liberados. A estratégia se torna automática. A autoridade se torna confiável. Os temas do não-eu – amargura, frustração, decepção, culpa – perdem o seu magnetismo.
O corpo é o professor agora. A mente, a personalidade, a onda emocional – são passageiros, não motoristas. O terceiro ciclo de Saturno é o que vem a seguir, mas a jornada não se trata mais de retornar ao verdadeiro eu. Você é o verdadeiro eu. O descondicionamento acabou. O que resta é simplesmente a vida, vivida corretamente.
A questão da cristalização não é mais uma questão. É um sim silencioso e mecânico.


